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DEPOIMENTOSAbril/2007 Hoje decidi contar toda a verdade para o meu marido: falei para ele que teríamos que ter uma conversa séria e depois dessa conversa eu estaria pronta para qualquer conseqüência. Me enchi de coragem e comecei a revelar para ele que ele não era pai de uma das minhas filhas. Fiquei surpresa quando ele falou que sempre soube disso e disse-me que eu poderia ter confiado mais nele e me deu duas escolhas: A de contar a verdade e levar a menina para conhecer o pai verdadeiro ou deixar as coisas como estão. Respondi que preferia deixar as coisas como estão pois ele é o pai que ela conhece e não desejo mexer com a cabeça dela. Ele me respondeu: “- Pai não é o que faz, mas o que cria e dá carinho.” E também disse que espera que agora, de posse da verdade, a família tenha condições ser verdadeiramente feliz. Na data da alta. Hoje me sinto ótima, durmo noites tranqüilas, como há muito não dormia. Quando me olhei no espelho, vi o quanto me amo e quanta coragem tenho; sei que não sou melhor nem pior que ninguém e me sinto realizada como mulher por ter emagrecido, por estar me amando como jamais havia me amado anteriormente. E como isto é maravilhoso! Agora me coloco sempre em primeiro plano e , depois também poder fazer coisas pelas outras pessoas pois agora acho que se eu não me amar como estou me amando jamais serei capaz de amar alguém ou até mesmo corresponder ao amor desse alguém. E.C.S, 29 anos, dona de casa
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