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DEPOIMENTOSCarta enviada a revista Veja Assunto: O Equilíbrio do Cérebro e da Alma - Edição 1.882 de 1° de dezembro de 2.004. Em 1985, aos 27 anos, fui diagnosticado com depressão. Prescreveram-me, desde então, de tudo. Não foram somente antidepressivos. Também lítio e uma infinidade de medicação psicotrópica - e absurda - incluindo neurolépticos ou antipsicóticos. Há três anos (2001), busquei mais um caminho: comecei a fazer psicoterapia. Pela primeira vez um psiquiatra e um neurologista recomendaram que procurasse um psicoterapeuta. Eis o paradoxo: a psicoterapia descobriu aquilo que somente a psiquiatria, em tese, é capaz de fazê-lo. Finalmente, quase vinte anos depois, adquiri uma identidade. Ainda que tudo isso, principalmente os erros das medicações, tenha me arrasado profissionalmente estar vivo e de posse dessa identidade não é pouca coisa. Não teria chegado num diagnóstico correto se não fosse à combinação entre a psicoterapia e psiquiatria. Graças à perspicácia do Psicólogo - Marcos Rodrigues Maximino - o acerto na medicação (finalmente) e a minha obstinação, após três anos, de terapia o diagnóstico saiu. Não teria conseguido sem a participação, que para mim foi fundamental, do Psicólogo. A ciência precisa se esforçar no sentindo de usar como cobaias, somente, aquilo que está dentro de um laboratório. A dificuldade médica no diagnóstico e a prescrição de medicamentos errados tornaram-me uma cobaia. Médico e psicoterapeuta precisam aproximar-se. O equilíbrio do cérebro e da alma dependem disso. Eis o diagnóstico ou a identidade: sou asperger. Agora sei quem sou. L.A.P.. 48 anos, Técnico em Informática
Nota do Psicólogo:
O paciente acima foi inicialmente diagnosticado como Depressão Maior com sintomatologia psicótica. O diagnóstico final, Síndrome de Asperger, demorou a ser feito devido às intercorrências médicas - cirurgias e doenças várias - que se interpuseram durante o processo. |
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